Um novo capítulo no Cisarte: inovação, gastronomia e arte com o apoio da FBEG
- 17 de jul.
- 3 min de leitura

Tem novidade boa acontecendo no centro de São Paulo. Com a parceria da Fundação Beneficente Elijass Gliksmanis (FBEG), demos início ao projeto "Fortalecimento Institucional do Cisarte: Instrumentalização da Cozinha-Escola e Qualificação das Oficinas de Arte e Tecnologia" — um nome grande para uma ideia simples: fortalecer, ao longo dos próximos seis meses, tudo o que já fazemos por quem mais precisa, com ainda mais qualidade e estrutura.
Na prática, isso significa mais conforto para quem ensina, mais aprendizado para quem participa e mais continuidade para os serviços que oferecemos, todos os dias, à população em situação de rua.
Acolher pelo prato: a nossa Cozinha-Escola

No Cisarte, o caminho da ressocialização passa pela mesa. Antes de qualquer técnica, existe comida — e é por aí que a confiança começa a se construir.
Com o apoio da FBEG, nossa Cozinha-Escola ganha o suprimento necessário para seguir funcionando sem interrupções, o que significa refeições garantidas para a comunidade e, ao mesmo tempo, aulas práticas para quem frequenta a Oficina de Culinária. Ali, os alunos aprendem manipulação higiênica dos alimentos, técnicas de cocção e o aproveitamento integral dos ingredientes — um passo a passo que também os prepara para o mercado de trabalho gastronômico.
Inclusão digital: um caminho que vai além do básico

A Oficina de Inclusão Digital também passa por uma renovação. Com computadores novos e uma rede mais estável, o laboratório se torna um espaço ágil, sem travamentos e sem filas de espera frustradas.
E o ensino avança junto com a estrutura: começa no letramento digital básico — acessar serviços públicos, montar um currículo — e caminha até o pensamento computacional e noções de lógica de programação, abrindo portas reais para o mercado de trabalho.
Arte que transforma, corpo que fala

Se a comida acolhe e a tecnologia conecta, é a arte que devolve a voz. Ela é peça central no processo de redução de danos e de resgate da cidadania dentro do Cisarte.
A Oficina de Teatro ganha mais espaço para o trabalho de expressão corporal, projeção vocal e jogos teatrais — ferramentas simples, mas poderosas, para reconstruir a autoestima de quem por muito tempo se sentiu invisível.
Já a Oficina de Música recebe instrumentos novos para as aulas práticas, fortalecendo a iniciação rítmica e a percepção melódica em grupo — porque música também se aprende junto.
Do estêncil à tela: Serigrafia e Cinema
A Oficina de Serigrafia passa a contar com infraestrutura completa e insumos próprios, o que qualifica ainda mais a produção técnica de estampas.
E na Oficina de Cinema, os alunos exploram a linguagem audiovisual na prática: enquadramento, captação e edição. Para ampliar essa experiência, o espaço de convivência da organização ganha um novo sistema de mídia indoor — que serve tanto para a comunicação interna do Cisarte quanto para as sessões do Cineclube Cisarte.
Transparência em cada etapa
Todo esse processo é acompanhado de perto pelo Sistema Cisarte, que centraliza a mensuração dos resultados e o monitoramento das atividades. É essa estrutura que garante o controle de frequência e a rastreabilidade dos insumos — e que sustenta, com total transparência, a prestação de contas do projeto.
O ponto alto: a Mostra Cultural Cisarte
Para fechar esse ciclo com chave de ouro, vamos celebrar juntos na Mostra Cultural Cisarte — um grande encontro em que os participantes apresentam tudo o que foi construído ao longo do projeto apoiado pela FBEG. Serão exibições de audiovisual, apresentações de música e teatro, além dos produtos desenvolvidos nas oficinas: um retrato vivo da autonomia conquistada por cada um ao longo dessa jornada.
Fique de olho no nosso blog e nas redes sociais do Cisarte para acompanhar cada passo dessa transformação.












